quarta-feira, 28 de março de 2012

Millôr Fernandes

Soneto
(a meu modo e maneira)

Assim, desajeitados,
Carinho ocasional
Sem projeto final
Nem sonhos à distância
Sem sombra ao sol,
Também sem ânsia,
Apenas companheiros de estrada
Ruas, valas, alguns quintais,
Dias, noites, noites e dias,
Sol e chuva ocasionais
Vamos.
Onde as paralelas se encontram,
Lá,
Nos separamos.

(Millôr Fernandes)

Fonte: http://www2.uol.com.br/millor/

Um escritor sem estilo? Ou um escritor com todos os estilos?
Millôr, com linguagem simples ou rebuscada, com texto ou imagem, com voz ou com lápis, no computador ou no papel, da criança ao adulto... Millôr sabia como alcançar e despertar o interesse de todos.
Escrita simples, imagem simples: uma grande mensagem enviada ao mundo!

Ele se vai - mas deixa sua marca para sempre!



terça-feira, 20 de março de 2012

Ah, o Outono...

O dia começou mais alaranjado,
Com ventos mais frios,
Com mais vontade de chá quente pela tarde,
Com mais desejo de um novo amor.

E, como diz Neruda em Pido Silencio:
“sólo quiero cinco cosas,
cinco raíces preferidas.
Una es el amor sin fin.
Lo segundo es ver el otoño. 
No puedo ser sin que las hojas 
vuelen y vuelvan a la tierra.
Lo tercero es el grave invierno, 
la lluvia que amé, la caricia 
del fuego en el frío silvestre. (...)” e paremos por aqui, porque me contento com essas tres cosas solamente.

Deixe chegar o Outono, com seu brilho dourado, para acalentar minha alma.
“Es casi nada y casi todo”.


Celebremos quem merece celebração! 
Edith Piaf gravou essa versão de "Les Feuilles Mortes" (de Joseph Kosma), em inglês e francês, em 1950 e depois disso várias outras versões apareceram interpretadas por cantores renomados, como Nat "King" Cole e Eric Clapton.

Ah, o Outono...

(Noélia Lobos)

segunda-feira, 19 de março de 2012

Livros e mais livros


Já pensou em ter sua própria biblioteca?
Hoje em dia, com a modernização desenfreada, por que não aproveitar para criar seu acervo de livros virtuais? Isso mesmo, virtuais!
Vários sites oferecem cópias gratuitas de livros originais, teses, artigos, resenhas, etc, digitalizados. Assim você pode fazer download de inúmeros títulos e trabalhos e realizar seu sonho (além de economizar bastante).
Além disso, algumas pesquisas mostram que a leitura de livros eletrônicos ajuda a conservar nosso já tão "desgastado" meio ambiente: "Se vocês leem cerca de 30 livros por ano, consumir livros de papel é menos impactante no meio ambiente, agora, se vocês leem 60 livros por ano ou mais, prefira os livros eletrônicos, o intervalo de 30 a 60 livros é um equilíbrio para o meio ambiente quando se trata de impacto". (http://www.turistamalemolente.com.br/)

Listamos abaixo alguns desses sites para que você possa ter essa experiência "verde e barata":

Boa leitura!

segunda-feira, 12 de março de 2012

MESTRADO EM LINGUÍSTICA

AULA MAGNA DO MESTRADO EM LINGUÍSTICA DA UNIFRAN 2012

Publicado em 12/03/2012
:: CONVITE
Os Professores do Programa de Mestrado em Linguística da Universidade de Franca (UNIFRAN) têm a honra de convidar os alunos do Programa, a comunidade acadêmica e demais interessados, para a Aula Magna que inicia o ano letivo de 2012.
A aula será ministrada no dia 16 de março de 2012, às 19:30, pelo Prof. Dr. Antonio Vicente Seraphim Pietroforte (USP/SP), no Teatro da Odontologia, e terá como tema uma reflexão sobre os processos históricos e de construção do sentido na análise de textos.
O resumo da aula pode ser encontrado AQUI.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Salve! Salve! Mulheres... todas!


Salve! Salve! Mulheres... todas!
Aplausos... Aplausos...

Mulher não é iguaria
Para degustar
Nem tampouco mercadoria
Para comprar.

Mulher não é fantasia
Para rebolar
Nem tampouco objeto
Para decorar.

Mulher não é capacho
Para pisotear
Nem tampouco parracho
Para rastejar.

Mulher ... único ser que procria
Que gera outro ser...

Mulher... por teimosia
Auxiliadora do lar
Com alegria.

Mulher... detentora de sabedoria

Submissão...

Poesia...

Paixão...

Companhia...

E tantos outros quesitos
No dia-a-dia.

Mulher... feitura do Criador
Virtuosa
Perfume singular
Como a rosa.

Mulher... sinônimo de beleza
Meiguice
Delicadeza.

Mulher ... dádiva singela
Flor...
Naturalmente bela.

Salve! Salve! Mulheres... todas! Vencedoras... Guerreiras...
Casadas... Mães... Viúvas... Solteiras...
Minhas felicitações!!!
Aplausos... Aplausos...
E comemorações...
Hoje... amanhã... a vida inteira!

(Profa. Ms. Maricília Lopes da Silva - Colaboradora do site Recanto das Letras)

sexta-feira, 2 de março de 2012

As fases da lua



A lua nova é tão criança como um amor que se começa
Os amantes se abraçam, se beijam e não tem pressa
São movidos por sensações que por ventura não se cessam
E mesmo na tormenta eles se olham e recomeçam

A lua crescente vem com fome e com sua concavidade
Traz a luz aos amantes que ainda mostram sua vontade
Ela nem é tão radiante, mas percebida na cidade
Ainda mais para os amantes que vivem essa realidade

A lua quarto crescente talvez seja assim por ser metade
Que ilumina a outra parte sem reciprocidade
Ela é pura pelo nome e pelo ardor das suas vontades
Ela sempre vê o que é bom e nunca as adversidades

A lua crescente vai embora com seu jeito tão convexo
Algumas vezes tão depressa que o casal fica perplexo
Mas se ela ainda cresce, eles permanecem conexos
Completar-se-ão com a paixão e todos os seus anexos

A lua cheia tem um cheiro de dois corpos pela areia
Sem pensar no cabelo solto que suja e despenteia
Já é noite, mas a luz ilumina o que eles têm nas veias
Um sentimento tão profundo que hoje a lua clareia

A lua minguante vem convexa e traz o seu berrante
Pra dar o sinal que já não brilha como antes
Mas os amantes nem escutam esse som ignorante
Que agora quer apagar o que um dia foi brilhante

A lua quarto minguante não é um bom tempo pros amantes
Eles correm por desalentos, desvarios e nesse instante
Soltam a voz dos desejos, dos seus beijos tão errantes
Na certeza que o incerto é a beleza dominante

A lua minguante fica côncava, tão mais fina e mais distante
Rompe as cores que pairavam no sentimento mais possante
Os amantes de outrora vêem as dores insinuantes
E elas mostram que o que era não é mais como era antes

Então chega tão serena a doce lua nova
Pra experimentar o quão lindo é o amor que se renova.


(Alex de Oliveira Dutra - Professor dos cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Civil e Engenharia de Produção e coordenador dos cursos de Tecnologia em Processos Gerenciais e Tecnologia em Gestão Financeira da Unifran)